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Renan Calheiros vira protagonista de sessão que instalou CPI da Pandemia. Veja momentos

Os governistas até que tentaram, mas não conseguiram barrar que o senador alagoano Renan Calheiros (MDB) fosse para a relatoria da Comissão Parlamentar de Inquérito mais importante que já passou pela casa: a CPI da Pandemia. Uma decisão em primeiro grau da  2ª Vara Federal Cível do Distrito Federal havia impedido que o emedebista fosse relator, no entanto, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região  (TRF-1) derrubou a liminar e o senador foi escolhido pelo presidente da comissão, Omar Aziz.

A instalação da CPI da Pandemia foi realizada nesta terça-feira (27), em sessão que durou cerca de cinco horas. Duas delas precederam a votação e foram voltadas aos debates. O foco das discussões foi Renan Calheiros, que é tido como opositor do Governo Federal, um dos alvos da CPI. Para os governistas, Calheiros é suspeito para relatar a CPI, porque é pai do governador de Alagoas, Renan Filho (MDB-AL), já que estados e municípios também serão investigados pela comissão.

Disputaram a presidência Omar Aziz (PSD-AM) e  Eduardo Girão (Podemos- CE). O primeiro foi eleito pelos membros da comissão, juntamente com Ranfolfe Rodrigues (Rede-AP), que é o vice-presidente da CPI. O presidente escolheu Renan Calheiros. Eduardo Girão se candidatou à presidência da CPI alegando ser independente e com a proposta de trazer equilíbrio à CPI. De acordo com ele, escolher Renan Calheiros é fazer com que a CPI já começa “mal”. Na ocasião, ele e o senador alagoano chegaram a discutir.

Quem também se posicionou contra a escolha do senador Renan Calheiros foi o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ). Para ele, o parlamentar alagoano “pré-condenou” o presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido)

Renan Calheiros afirma que sua atuação como relator será despolitizada

“Renan Calheiros tem expertise e conhece bastidores da política”, afirma cientista política

Para a doutora em Ciência Política, Luciana Santana, não há impedimentos para que Renan Calheiros seja relator da CPI, mesmo sendo pai do governador de Alagoas, Renan Filho. Ela vê como positiva a escolha do parlamentar alagoano, afirmando que ele tem expertise e conhece bem a dinâmica do Senado, tendo sido presidente da casa em quatro oportunidades.

“A indicação do senador Renan Calheiros  a meu ver foi bastante positiva. Ele é um dos senadores hoje que tem mais expertises em termos de atividades legislativas. Conhece muito bem todos os bastidores da política, tem sido nome importante no que diz respeito a acompanhar o enfrentamento da pandemia, especialmente na esfera federal. Ele, a meu ver, é uma indicação legítima. Apesar dele ter um filho que é governador, se a gente usar a mesma lógica de que ele é parcial, nesse caso, já que verbas federais destinadas a estados e municípios serão objetos de investigação, a gente teria problemas em relação a todos os senadores, já que todos eles têm algum tipo de relação com gestores locais e estaduais. Nesse ponto não vejo qualquer tipo de impedimento, justificativa e cabe realmente aos senadores estarem a todo tempo apreciando questões que dizem respeito a recursos e repasses a estados e municípios. [Renan] apresenta críticas bem fundamentadas em relação a atuação de municípios, de governos estaduais, mas especialmente, em relação a atuação do Governo Federal da pandemia”.

Ouça o áudio e entenda mais da análise da cientista política.

27 de abril de 2021

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