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Entenda a prisão de idoso que morreu na porta do presídio após ganhar a liberdade

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Por Mariane Rodrigues “Jogar um Senhor de 63 anos de idade neste local insalubre, onde os casos de tuberculose são enormes, por um único processo de estelionato que ainda vai ser instruído, pode ser uma pena de morte para uma pessoa que sequer sabemos se será condenada”. Essas foram as palavras ditas pelo advogado criminalista, Gilmar Francisco Soares Junior, ao defender no Superior Tribunal de Justiça (STJ) ilegalidade da prisão preventiva do senhor Cícero Maurício da Silva, após o Tribunal de Justiça de Alagoas negar liminar de Habeas Corpus. Maurício ficou preso por 32 dias acusado de estelionato, mas morreu na porta do presídio em Maceió, ao ganhar a liberdade, após a Justiça reconhecer que sua prisão era indevida. A causa da morte? Infarto, em decorrência da emoção por estar livre e poder rever a família. Mas Maurício não pôde ver seus três filhos, um deles com deficiência. Durante os 32 dias em que esteve preso, o senhor, morador da Barra de São Miguel, no Litoral Sul, não conseguiu receber nem uma visita de parentes e sequer de seu advogado. “A história do senhor Cícero é só uma dentre várias que acontecem diuturnamente, onde prendem primeiro para apurar depois, independentemente […]