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investigação policial

O reconhecimento fotográfico no centro das prisões injustas no Brasil. Entenda novo Projeto de Lei sobre o assunto

processo criminal

Por Mariane Rodrigues Tiago Vianna Gomes, 27, foi condenado em 2020 em 2ª instância pelo crime de roubo de uma motocicleta ocorrido em 2017. A polícia chegou até ele através de um falho procedimento de reconhecimento fotográfico. Sua absolvição só foi reconhecida quando o processo subiu para o Superior Tribunal de Justiça (STJ). Não só isso, de acordo com o Instituto de Defesa do Direito de Defesa (IDDD), que acompanhou o caso, o rapaz havia sido reconhecido erroneamente oito vezes por meio de fotografias (Veja mais aqui). Leia também: O que pode e o que é proibido na divulgação de imagens de presos à imprensa em Alagoas “Não consigo compreender aonde vamos chegar”. Ministros criticam condenação de 7 anos a réu que portava quatro gramas de crack Saiba o que é ilegal em diligências de investigações policiais, segundo entendimento do STJ Para absolvê-lo, a corte superior reconheceu que, conforme as provas nos autos, o verdadeiro suspeito do crime tinha aparência física diferente da de Tiago Vianna. Além disso, ficou demonstrado que o processo de reconhecimento foi equivocado, já que Vianna foi colocado ao lado de outras duas pessoas que tinham tonalidades de pele diferentes,  o que pode ter comprometido decisivamente o […]

Ela foi condenada a 24 anos de prisão por erro em investigação policial

Por:  Mariane Rodrigues Maiara Alves da Silva, 29 anos, amamentava sua filha de apenas sete meses de vida, quando foi pega de surpresa por policiais em sua casa. Era 2019 e ela estava sendo presa por latrocínio. Maiara não sabia, mas naquele momento, já estava condenada a 24 anos de reclusão. “Sozinha no mundo”, como  descreve, começava, então, uma batalha para provar que não tinha nenhuma relação com o crime. O latrocínio pelo qual Maiara foi condenada ocorreu em Maceió. Era início de janeiro de 2014. A vítima era um taxista. Ele tinha realizado uma corrida com um grupo de quatro pessoas. Dois homens e duas mulheres. Foi no bairro da Mangabeiras, quando um dos membros do grupo deu voz de assalto. O taxista reagiu, foi baleado e morreu na hora. Naquele mesmo momento, Maiara Alves, estava a mais de 130 km de distância da capital alagoana. Em Arapiraca, no Agreste de Alagoas, onde morava. Ela se preparava para ir ao velório do pai de um amigo. Leia também: “No Brasil se prende muito e se prende mal”, afirma defensor público sobre prisões ilegais Justiça confunde nomes e deixa paciente psiquiátrico preso por 9 meses sendo inocente Por quatro anos, […]